Detalhes


Título

Metástase ocular como primeira manifestação de adenocarcinoma pulmonar

Objetivo

Relatar um caso de adenocarcinoma pulmonar cuja detecção e diagnóstico se deram por meio de manifestação oftalmológica.

Relato do Caso

Paciente, sexo feminino, 31 anos, comparece ao pronto socorro de oftalmologia do Hospital das Clínicas da Unicamp referindo baixa da acuidade visual do olho direito há trinta dias com piora importante na última semana. Negas outras alterações oftalmológicas
Quanto aos antecedentes patológico, paciente nega comorbidades. Refere ser tabagista e ter tido perda ponderal de cerca de 15kg no último semestre.
Acuidade visual sem correção de conta dedos a um metro em OD e 20/20 em OE. Sem alterações à biomicroscopia ou pressão intraocular.
Ao exame fundoscópico, OD com lesão amelanótica nasal ao disco óptico com descolamento exsudativo de retina inferior associado. Sem alteração ao exame do OE.
À USG massa hiperecogenica medindo 8 mm de altura e 11 mm na base com pico hiperreflectivo, ausência de ângulo Kappa, compatível lesão expansiva intraocular, com descolamento de retina associado. Realizado a hipótese diagnóstica de tumor de coróide sugestivo de metástase ocular.
Solicitado rastreio com TC de crânio, órbita, tórax e abdome. Solicitado rastreio infeccioso e imunológico, sem alterações.
À TC de tórax identificada lesão pulmonar em lobo médio a direito associada a atalectasia. Paciente encaminhada à cirurgia torácica onde foi realizada broncoscopia com biópsia de lesão com resultado anatomopatológico/imunohistoquímico demonstrando adenocarcinoma moderadamente diferenciado infiltrativo com reação dismoplásica associada e citologia oncológica positiva (CK7).
Em exame oftalmológico de seguimento, após três meses, paciente com acuidade visual de movimento de mãos a direita e 20/20 a esquerda. Observada lesão elevadas amelanóticas periféricas. Em seguimento com oncologia observado novas metástases em ossos e sistema nervoso central.

Conclusão

Diante do fato de que os cânceres de pulmão e de mama são os que mais geram metástases de coróide, esse diagnóstico deve sempre ser lembrado mesmo na ausência de outras manifestações sistêmicas.

Área

Oncologia

Instituições

UNICAMP - São Paulo - Brasil

Autores

ISADORA ANDRADE RABELO, MARINA CRESPO SOARES, ANDREA MARA SIMÕES TORIGOE

Promotor

Realização - CBO

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